A Transat Québec-Saint-Malo cruza o Atlântico de oeste para leste, ao contrário das grandes regatas transatlânticas francesas. Larga da cidade de Québec, desce todo o rio São Lourenço e seu golfo antes de chegar ao oceano e termina em Saint-Malo, cerca de 2.900 milhas no total. Disputada a cada quatro anos, homenageia a viagem de Jacques Cartier, que navegou de Saint-Malo ao Canadá.

O recorde: Spindrift 2, 2016

Em 19 de julho de 2016, o trimarã de 40 metros Spindrift 2, comandado por Yann Guichard e Dona Bertarelli com uma tripulação de treze, cruzou a linha depois de 6 dias, 1 hora e 17 minutos, com média de 22,1 nós (Radio-Canada, em francês). "Chegar a seis dias é bem incrível", disse Guichard, que mirava sete.

Vinte anos para o Fujicolor

O recorde anterior era de 1996: 7 dias e 20 horas para Loïck Peyron no Fujicolor, um trimarã de uns vinte metros, metade do comprimento do Spindrift. O ganho de 2016 foi, portanto, de 1 dia e 19 horas, uma margem rara numa travessia do Atlântico (Radio-Canada).

A edição de 2024, em Class40

A edição de 2024 foi vencida pelo Class40 Amarris, de Achille Nebout, Gildas Mahé e Alan Roberts, em 14 dias, 19 horas e 6 minutos (site oficial, em francês). A descida do São Lourenço, com suas correntes e ventos instáveis, pesa muito para esses barcos mais lentos.

Para saber mais

O percurso, do rio ao canal da Mancha, está na página da Transat Québec-Saint-Malo no globo. Trimarãs gigantes como o Spindrift, hoje reunidos na classe Ultim, também perseguem o recorde do Troféu Jules Verne. No sentido contrário, Saint-Malo é o porto de largada da Route du Rhum: veja a história do seu recorde.